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Tesouro Selic: como funciona

  • 22 de jan.
  • 3 min de leitura


O Tesouro Selic é um dos investimentos mais simples e, ao mesmo tempo, mais mal compreendidos por quem está começando. Muita gente ouve falar, mas não entende exatamente como ele funciona na prática.

Vou explicar de forma direta.


O que é o Tesouro Selic


Quando você investe no Tesouro Selic, está emprestando dinheiro para o governo federal.

Em troca, o governo te paga juros que acompanham a taxa Selic, aquela mesma que é divulgada pelo COPOM (Comitê de Politica Monetária) de 45 em 45 dias, que é a taxa básica da economia brasileira.

Não existe mágica aqui. O rendimento acompanha o custo do dinheiro no país.


Como o rendimento acontece


O Tesouro Selic rende todos os dias úteis. Isso significa que o valor investido vai sendo atualizado diariamente, sem depender de data de aniversário ou qualquer outra trava.

Se a Selic está alta, o rendimento é maior. Se a Selic cai, o rendimento diminui. Esse seria o titulo que chamamos de pós fixado, ele é indexado a um índice, no caso, a taxa SELIC, mas temos outros títulos que falaremos em outros artigos. Mas ele sempre segue a lógica do mercado.


Liquidez e acesso ao dinheiro


Um dos pontos mais importantes do Tesouro Selic é a liquidez.

Você pode solicitar o resgate em dias úteis, e o dinheiro costuma cair na conta no dia útil seguinte. No mercado, chamamos isso de D+1, em que D é o dia do pedido de resgate e +1 é a quantidade de dias após o pedido em que você recebe o valor da aplicação.


Porém, existe um detalhe importante: se o pedido de resgate for feito antes das 13h, a liquidação do título pode acontecer em D+0. Ou seja, o dinheiro pode cair no mesmo dia em que o resgate é solicitado.


Acredito que você já tenha entendido: sim, em determinadas situações, o valor pode estar disponível na sua conta no próprio dia do pedido.

Isso torna o Tesouro Selic uma opção muito utilizada para:


  • reserva de emergência

  • dinheiro que pode precisar a qualquer momento

  • objetivos de curto prazo


Segurança


O risco do Tesouro Selic está ligado ao próprio governo federal. Não existe cobertura do FGC, mas o risco é estruturalmente diferente do risco de um banco quebrar.

Na prática, é visto como um dos investimentos mais seguros do país.


Imposto e custos


O Tesouro Selic tem:

  • Imposto de renda sobre os rendimentos, seguindo a tabela regressiva

  • Taxa da B3 pela custódia

Esses custos existem, mas fazem parte da estrutura do investimento. Mesmo assim, ele continua sendo uma opção eficiente para o que se propõe.


Oscilações no curto prazo


Embora seja um investimento conservador, o Tesouro Selic pode apresentar pequenas oscilações no curtíssimo prazo. Elas são normais e geralmente irrelevantes para quem usa o título da forma correta.

Por isso, não faz sentido olhar o Tesouro Selic com mentalidade de trade. Ele é um instrumento de proteção e liquidez.


Minha visão


Eu enxergo o Tesouro Selic como um excelente investimento, principalmente para quem está começando ou para quem quer compor a carteira. Ativos indexados à Selic ou ao CDI são ótimas opções para se ter em momentos de alta da taxa de juros, pois permitem aproveitar boas rentabilidades enquanto reduzem o risco.


É importante entender que, em períodos de juros elevados, os ativos de renda variável tendem a sofrer com essas altas. Ainda assim, todos os ativos têm um papel fundamental na construção de uma carteira sólida e consistente.

 
 
 

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